As horas são horas.
Determinadas de maneira aleatória por pessoas aleatórias - porém, importantes.
e as horas determinam tudo na vida dos humanos: quando é para acordar, quando é para sair, quando é para comer, quando é para dormir. As horas determinam até coisas que não deveriam ser determinadas pelas horas, como hora para brincar com o filho ou hora para se divertir em geral.
O curioso é que isso tudo é tão aleatório que eles mudam por decreto!
Um tempão atrás, por exemplo, veio a notícia: algumas cidades do extremo oeste do Brasil mudariam de fuso-horário. Motivo: o horário que elas faziam estava incomodando o resto do país. Como eram minoria, o governo pouco se importou com o incomodo da população de lá em relação a essa determinação... e ainda justificou sua recusa em acatar o pedido popular "por contrariedade ao interesse público". A que público se referiam eles não foram muito claros em dizer.
E eis que, nessa semana, vem a máxima! Samoa, uma ilha do Pacífico, resolveu fazer quase o mesmo. QUASE! Como eles estavam lá naquela região em que há mistura de oeste com leste, em que ninguém sabe se já é o fim do mundo ou se já começou o mundo mesmo, e para se tornar um lugar com alguma particularidade diferente de "praias maravilhosas", eles não tiveram dúvida: por decreto, decidiram que não estão mais no fuso-horário -11, mas sim no +13, e assim deixaram de ser um dos últimos lugares do mundo a ser hoje para ser um dos primeiros a ser amanhã. Pode parecer algo meio confuso, mas, a mim, me parece mais imbecil do que confuso.
Depois quando eu digo que os humanos são estranhos, ninguém entende.............
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Uma coisa que aprendi sobre os humanos:
Criam regras. Adoram, amam de paixão criar regras. Por exemplo: leis. Ou regras de jogo. Ou fronteiras, limites de faixa de rua, horários de entrada e saída.
Eles se controlam o tempo inteiro.
Eles controlam o que devem ou não fazer o tempo inteiro.
Eles ficam de olho para saber se o que os outros estão fazendo não estaria fugindo das regras criadas o tempo inteiro!
E ainda assim eles burlam as próprias regras!
Caramba, mano!
Eu estou lá, dirigindo meu carrinho, e tem lá a faixa, e tem sempre quem não está andando nela. E tem o sinal que está vermelho e sempre tem alguém que vara. E depois eu chego em casa e ligo a televisão e vejo alguém que foi preso ou que será demitido de seu cargo ou que está na mídia porque quebrou alguma lei. Daí depois passa o jogo de futebol e os jogadores a toda hora fazem o quê? Quebram as regras que criaram, fazendo falta. E, como se não bastasse, vou dormir, acordo no dia seguinte, chego para trabalhar e... SURPRESA! Sempre tem o que chega atrasado, o que faz mais de uma hora de almoço, o que faz algo que não deveria durante o trabalho.
Os seres humanos adoram regras. Para criá-las. E para burlá-las.
Isso me faz pensar em apenas uma coisa: eles são naturalmente anárquicos, mas não descobriram ainda.
Criam regras. Adoram, amam de paixão criar regras. Por exemplo: leis. Ou regras de jogo. Ou fronteiras, limites de faixa de rua, horários de entrada e saída.
Eles se controlam o tempo inteiro.
Eles controlam o que devem ou não fazer o tempo inteiro.
Eles ficam de olho para saber se o que os outros estão fazendo não estaria fugindo das regras criadas o tempo inteiro!
E ainda assim eles burlam as próprias regras!
Caramba, mano!
Eu estou lá, dirigindo meu carrinho, e tem lá a faixa, e tem sempre quem não está andando nela. E tem o sinal que está vermelho e sempre tem alguém que vara. E depois eu chego em casa e ligo a televisão e vejo alguém que foi preso ou que será demitido de seu cargo ou que está na mídia porque quebrou alguma lei. Daí depois passa o jogo de futebol e os jogadores a toda hora fazem o quê? Quebram as regras que criaram, fazendo falta. E, como se não bastasse, vou dormir, acordo no dia seguinte, chego para trabalhar e... SURPRESA! Sempre tem o que chega atrasado, o que faz mais de uma hora de almoço, o que faz algo que não deveria durante o trabalho.
Os seres humanos adoram regras. Para criá-las. E para burlá-las.
Isso me faz pensar em apenas uma coisa: eles são naturalmente anárquicos, mas não descobriram ainda.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Eles olham para o céu, vêem um pontinho brilhando e já acham que é um disco voador. Depois, descobrem que era um helicóptero, um avião, um balão meteorológico... ou coisa do gênero.
Eles olham para a terra, vêem uns desenhos estranhos no solo e já acham que é uma base alienígena ou uma base militar para alienígenas. Depois descobrem que era apenas uma plantação de milho, um jardim engraçado... ou coisa do gênero.
Eles checam as criações de bichos e descobrem que algumas estão perdendo diversos animais, que estão sendo mortos por criaturas estranhas e já acham que é o chupa-cabras ou algum outro alienígena comedor de seres-terrestres. Depois descobrem que era o cachorro do vizinho ou o próprio vizinho... ou coisa do gênero.
Eles dormem, têm sonhos esquisitos e acordam cansados como se tivessem ficados acordados a noite inteira, e já acham que foram abduzidos por alienígenas que querem fazer experimentos com seres de outros planetas (que não os próprios). Depois descobrem que foi só uma noite mal dormida, mesmo, ou que eles não deveriam ter bebido tanto... ou coisa do gênero.
Queridos humanos: vocês têm idéias muito estranhas, sabiam? E mudam de idéia muito fácil...
Eles olham para a terra, vêem uns desenhos estranhos no solo e já acham que é uma base alienígena ou uma base militar para alienígenas. Depois descobrem que era apenas uma plantação de milho, um jardim engraçado... ou coisa do gênero.
Eles checam as criações de bichos e descobrem que algumas estão perdendo diversos animais, que estão sendo mortos por criaturas estranhas e já acham que é o chupa-cabras ou algum outro alienígena comedor de seres-terrestres. Depois descobrem que era o cachorro do vizinho ou o próprio vizinho... ou coisa do gênero.
Eles dormem, têm sonhos esquisitos e acordam cansados como se tivessem ficados acordados a noite inteira, e já acham que foram abduzidos por alienígenas que querem fazer experimentos com seres de outros planetas (que não os próprios). Depois descobrem que foi só uma noite mal dormida, mesmo, ou que eles não deveriam ter bebido tanto... ou coisa do gênero.
Queridos humanos: vocês têm idéias muito estranhas, sabiam? E mudam de idéia muito fácil...
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Eu falo de fim de mundo e em como os humanos são fissurados nisso.
E ninguém acredita em mim.
Nem um mês depois, passa um asteróide perto da Terra e já tem gente achando que vai acabar o mundo.
Embora os computadores dos astrônomos garantissem que os riscos eram mínimos.
Está bem: quem acredita em computadores, não é? Principalmente depois de assistir 2001, Uma Odisséia no Espaço, não é? Além disso, se o asteróide fosse colidir mesmo com a Terra alguém nos diria? Não tenho tanta certeza.
A certeza que eu tenho é que eu iria esperar. Minha mãe terráquia me disse "não se preocupe, a NASA está monitorando o asteróide, se a rota mudar eles vão saber..." ao que eu imediatamente respondi: "Nesse caso, eles vão conseguir fazer o que para impedir que haja colisão?"
(Entre as possíveis respostas que eu recebi ao longo do dia de diferentes maneiras veio a minha favorita: Ligar para o Bruce Willis e pedir que ele salve a vida dos humanos como fez no filme)
Enfim, como eu não consegui confirmar (ou desconfirmar) com minhas fontes extra-terrestres a informação de que o asteróide não iria passar perto o suficiente para eu me preocupar, resolvi ficar de olho nos sites de informação. Juro que até agora não achei nada dizendo que o asteróide passou - ou, melhor dizendo: não achei seguro a esse respeito. Só informações de sites secundários e sem fonte. Na véspera, eu ainda disse: vou torcer para isso não significar nada e ir dormir. Não deve ter significado, porque nada de diferente parece ter ocorrido. Se ocorreu, você me avise?
PS: alguém reclamou para mim, num determinado momento, que o asteróide não seria visto a olho nu. Eu retruquei: "Ainda bem, ou ele estaria mais perto do que deveria".
PS2: na sexta da mesma semana era dia 11/11/11. Advinha qual foi um dos debates que se discutiu a respeito do que poderia ocorrer nesse dia, as 11 e 11? Se você disse "Acabar o mundo", acertou.... ¬¬
E ninguém acredita em mim.
Nem um mês depois, passa um asteróide perto da Terra e já tem gente achando que vai acabar o mundo.
Embora os computadores dos astrônomos garantissem que os riscos eram mínimos.
Está bem: quem acredita em computadores, não é? Principalmente depois de assistir 2001, Uma Odisséia no Espaço, não é? Além disso, se o asteróide fosse colidir mesmo com a Terra alguém nos diria? Não tenho tanta certeza.
A certeza que eu tenho é que eu iria esperar. Minha mãe terráquia me disse "não se preocupe, a NASA está monitorando o asteróide, se a rota mudar eles vão saber..." ao que eu imediatamente respondi: "Nesse caso, eles vão conseguir fazer o que para impedir que haja colisão?"
(Entre as possíveis respostas que eu recebi ao longo do dia de diferentes maneiras veio a minha favorita: Ligar para o Bruce Willis e pedir que ele salve a vida dos humanos como fez no filme)
Enfim, como eu não consegui confirmar (ou desconfirmar) com minhas fontes extra-terrestres a informação de que o asteróide não iria passar perto o suficiente para eu me preocupar, resolvi ficar de olho nos sites de informação. Juro que até agora não achei nada dizendo que o asteróide passou - ou, melhor dizendo: não achei seguro a esse respeito. Só informações de sites secundários e sem fonte. Na véspera, eu ainda disse: vou torcer para isso não significar nada e ir dormir. Não deve ter significado, porque nada de diferente parece ter ocorrido. Se ocorreu, você me avise?
PS: alguém reclamou para mim, num determinado momento, que o asteróide não seria visto a olho nu. Eu retruquei: "Ainda bem, ou ele estaria mais perto do que deveria".
PS2: na sexta da mesma semana era dia 11/11/11. Advinha qual foi um dos debates que se discutiu a respeito do que poderia ocorrer nesse dia, as 11 e 11? Se você disse "Acabar o mundo", acertou.... ¬¬
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Nossa, há quanto tempo moro nesse planetinha horrível! Só esta estadia já duram 23 anos! Oh, que horror! A gente devia ganhar extras por tempo de serviço... dá muito trabalho viver por aqui, sabia? É, o ar é horrível, o som ensurdecedor... Benditas sejam as espécies que conseguiram viver aqui até agora, valha-me Rehgza! Sinceramente, elas fazem milagres todos os dias!
Mas a proximidade do fim do mês de outubro me remete sempre ao dia das bruxas. Nunca vou me esquecer todos os dias das bruxas que já passei nesse planeta. Bom, as primeiras vezes que eu vivia não existiam dia das bruxas mas existiam... bruxas! Tá, tudo bem, sempre disseram que elas sabiam fazer coisas do arco da velha, como voar (e daí? Eu também sei!), por fogo nas coisas com o poder da mente (pra que elas usariam o poder da mente pra por fogo nas coisas se a faísca servia bem melhor, obrigada?), enfeitiçar homens (uns... eu acho que isso se chama hipnose ultimamente... ou é golpe do baú? Não sei, depende do dicionário, provavelmente) e outras coisas do tipo. Sinceramente nunca vi nenhuma delas fazendo tal tipo de coisas, provavelmente porque sabiam que havia coisas mais úteis pra fazer que isso... mas muitas delas morreram com isso.
Daí vem algo que não faz sentido pra esse meu cérebro desenvolvido: porque hoje celebram o dia delas se antes as queimavam na fogueira (se eram bruxas não podiam se livrar do fogo?) ou as afogavam (em água ou óleo fervente, ao gosto do freguês)? Ah, deve ser pra pedir desculpas, né? Se bem que acho que elas tão meio mortas pra se importarem com esses pedidos de desculpas.
Mas é divertido ver as pessoas comemorarem o dia das bruxas. Nunca vou me esquecer o meu primeiro, quando ele já tinha se tornado uma festa internacional mundialmente conhecida (desculpe o pleonasmo, mas foi necessário!). É, porque antes a gente tinha que permanecer na Terra sem se envolver com as pessoas e tal, mas depois que nos pegaram e todo o planeta ficou sabendo que estávamos entre os humanos só nos restou mandar a discrição pra cucuia e estar realmente entre eles para melhor estudá-los.
O primeiro dia das Bruxas. Foi realmente inesquecível. Eu estava sozinha em casa, não tinha ninguém para abrir a porta quando algumas crianças com roupas esquisitas tocaram a campainha. Fui atender feliz da vida:
- Doces ou sustos?
Bom, tinha um saco com balas nas mãos delas, então achei que estavam oferecendo! Respondi "Doces!" e fiquei esperando.... e elas ficaram esperando... até que ficou constrangedor pros dois lados e ambos desistimos. Eu não entendi nada, eles ofereceram doces e então não queriam dá-los? Voltei revoltada para meu canto mas nem tive tempo de me sentar quando novas crianças esquisitas voltaram para a porta, com o mesmo discurso esquisito:
- Doces ou Sustos?
Bom, se da última vez eu disse doces e não deu certo, deve ser por que deveria ter dito sustos! E eis que elas se entreolharam e, com cara de poucos amigos, foram embora. Pelo menos foi algo mais rápido dessa vez que da outra. Mesmo assim, não entendi nada e resolvi procurar na Internet algo que pudesse me explicar o que estava acontecendo. Mas antes que eu pudesse encontrar alguma coisa - lembrem-se que isso já faz anos e os computadores liberados para uso alien na Terra eram lentos! - novamente tocou a campainha. Novas crianças vestidas de forma estranha. Antes que pudessem dizer qualquer coisa eu entrei em desespero: era uma pergunta com duas respostas possíveis, eu já tinha dado as duas e não tinha acontecido nada, só mais e mais crianças passando pela minha porta! Frente a um momento de desespero alienigena em terras estranhas, comecei a chacoalhar a criança enquanto perguntava:
- Afinal, o que você quer que eu responda? Diga, diga, o que isso quer dizer? Vocês estão tentando me deixar louca?
Foi então que aconteceu o mais exótico: as crianças que tinham ficado soltas começaram a me empurrar para salvar o cúmplice e saíram correndo, ao invés de me responder. Depois quando a gente coloca no relatório "ações grupais violentas sem explicação" eles reclamam dizendo que não fazem isso, que é intriga nossa! Mas sei que pelo resto do dia todos atravessavam a rua quando passavam pela frente da casa e no dia seguinte fui transferida para evitar transtornos de observação.
Hoje em dia sei que fiz de errado. Quando acabou tudo me explicaram: eu tinha que distribuir (mais) balas pras crianças (como se elas já não tivessem o suficiente!). E o susto quem era pra ter dado era elas, mas acho que ninguém esperava esse tipo de resposta da minha parte. Nessas horas que eu acho que deviam mandar para nós o manual de sobrevivência na Terra... Mas errando a gente também aprende!
(Primeira vez publicado em 30102005)
Mas a proximidade do fim do mês de outubro me remete sempre ao dia das bruxas. Nunca vou me esquecer todos os dias das bruxas que já passei nesse planeta. Bom, as primeiras vezes que eu vivia não existiam dia das bruxas mas existiam... bruxas! Tá, tudo bem, sempre disseram que elas sabiam fazer coisas do arco da velha, como voar (e daí? Eu também sei!), por fogo nas coisas com o poder da mente (pra que elas usariam o poder da mente pra por fogo nas coisas se a faísca servia bem melhor, obrigada?), enfeitiçar homens (uns... eu acho que isso se chama hipnose ultimamente... ou é golpe do baú? Não sei, depende do dicionário, provavelmente) e outras coisas do tipo. Sinceramente nunca vi nenhuma delas fazendo tal tipo de coisas, provavelmente porque sabiam que havia coisas mais úteis pra fazer que isso... mas muitas delas morreram com isso.
Daí vem algo que não faz sentido pra esse meu cérebro desenvolvido: porque hoje celebram o dia delas se antes as queimavam na fogueira (se eram bruxas não podiam se livrar do fogo?) ou as afogavam (em água ou óleo fervente, ao gosto do freguês)? Ah, deve ser pra pedir desculpas, né? Se bem que acho que elas tão meio mortas pra se importarem com esses pedidos de desculpas.
Mas é divertido ver as pessoas comemorarem o dia das bruxas. Nunca vou me esquecer o meu primeiro, quando ele já tinha se tornado uma festa internacional mundialmente conhecida (desculpe o pleonasmo, mas foi necessário!). É, porque antes a gente tinha que permanecer na Terra sem se envolver com as pessoas e tal, mas depois que nos pegaram e todo o planeta ficou sabendo que estávamos entre os humanos só nos restou mandar a discrição pra cucuia e estar realmente entre eles para melhor estudá-los.
O primeiro dia das Bruxas. Foi realmente inesquecível. Eu estava sozinha em casa, não tinha ninguém para abrir a porta quando algumas crianças com roupas esquisitas tocaram a campainha. Fui atender feliz da vida:
- Doces ou sustos?
Bom, tinha um saco com balas nas mãos delas, então achei que estavam oferecendo! Respondi "Doces!" e fiquei esperando.... e elas ficaram esperando... até que ficou constrangedor pros dois lados e ambos desistimos. Eu não entendi nada, eles ofereceram doces e então não queriam dá-los? Voltei revoltada para meu canto mas nem tive tempo de me sentar quando novas crianças esquisitas voltaram para a porta, com o mesmo discurso esquisito:
- Doces ou Sustos?
Bom, se da última vez eu disse doces e não deu certo, deve ser por que deveria ter dito sustos! E eis que elas se entreolharam e, com cara de poucos amigos, foram embora. Pelo menos foi algo mais rápido dessa vez que da outra. Mesmo assim, não entendi nada e resolvi procurar na Internet algo que pudesse me explicar o que estava acontecendo. Mas antes que eu pudesse encontrar alguma coisa - lembrem-se que isso já faz anos e os computadores liberados para uso alien na Terra eram lentos! - novamente tocou a campainha. Novas crianças vestidas de forma estranha. Antes que pudessem dizer qualquer coisa eu entrei em desespero: era uma pergunta com duas respostas possíveis, eu já tinha dado as duas e não tinha acontecido nada, só mais e mais crianças passando pela minha porta! Frente a um momento de desespero alienigena em terras estranhas, comecei a chacoalhar a criança enquanto perguntava:
- Afinal, o que você quer que eu responda? Diga, diga, o que isso quer dizer? Vocês estão tentando me deixar louca?
Foi então que aconteceu o mais exótico: as crianças que tinham ficado soltas começaram a me empurrar para salvar o cúmplice e saíram correndo, ao invés de me responder. Depois quando a gente coloca no relatório "ações grupais violentas sem explicação" eles reclamam dizendo que não fazem isso, que é intriga nossa! Mas sei que pelo resto do dia todos atravessavam a rua quando passavam pela frente da casa e no dia seguinte fui transferida para evitar transtornos de observação.
Hoje em dia sei que fiz de errado. Quando acabou tudo me explicaram: eu tinha que distribuir (mais) balas pras crianças (como se elas já não tivessem o suficiente!). E o susto quem era pra ter dado era elas, mas acho que ninguém esperava esse tipo de resposta da minha parte. Nessas horas que eu acho que deviam mandar para nós o manual de sobrevivência na Terra... Mas errando a gente também aprende!
(Primeira vez publicado em 30102005)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Os humanos têm manias esquisitas - e eu já falei disso para vocês. Mas algo que eu nunca vou conseguir entender, entre as milhares de manias que eles têm, é a mania de fim de mundo.
Só nos últimos, digamos, 15 anos, eles já previram que o mundo acabaria umas 3 vezes. Que eu saiba - afinal eu não recebo reportes de todos os anúncios sobre o final do mundo que existem por aí, né? Eu acho....
De qualquer forma, eles são bitolados nessas histórias. O mundo vai acabar porque Nostradamus previu, porque está no apocalipse, porque está indicado pelas pesquisas dos Maias, porque um maluco calculou que era a hora, porque ele não tem mais nada de melhor para fazer no final de semana e resolveu se acabar.... seja qual for o motivo, vira e mexe alguém fala sobre isso. E alguns acreditam, outros não, em geral o mundo não acaba e a vida (bem ou mal) continua.
Nessas horas, eu me lembro lá da minha terrinha, Plutão. Vou dizer: lá o mundo não costuma acabar uma vez por semana, não. Talvez porque não tenha muita gente para querer que o mundo acabe por ali, talvez porque a gente é feliz e acha que está bem continuar, talvez... talvez porque a gente tem coisa melhor a fazer do que acabar com o mundo. Mas... bom, nunca se sabe, não é?
A verdade é que não entendo. E os próprios humanos também não entendem. Muitos já nem levam a sério esse papo de "mundo acabar". E os que levam, ficam com medo do que acontece após a morte, achando que tem um cara do mal que vai mandá-las para um lugar ruim se elas não tiverem se comportado direito enquanto estavam vivas. Agora me explica: se quando elas estavam vivas só pensavam em como seria depois que morressem, poderíamos dizer que se comportaram direito antes de morrer? Elas realmente se comportaram? Você consegue fazer algo direito quando esetá preocupado com outras coisas, como... sei lá, não sei? Boa pergunta, hein?
Bom, se o mundo acabar, espero que eu consiga encontrar a todos no outro lado. Ou melhor: não vou encontrar ninguém porque vou me aproveitar do final súbito da minha missão e tirar férias em algum lugar distante - de preferência. De qualquer forma, você não ficará sabendo disso se o mundo acabar, porque não terá a oportunidade de ler esse texto. Assim... bom, se você terminou essa leitura, sorria: o mundo não acabou. De novo.
(Agora volte a fazer as coisas que tinha que fazer e deixou de lado porque... vai que estão certos e o mundo acaba mesmo, para que se preocupar?)
Só nos últimos, digamos, 15 anos, eles já previram que o mundo acabaria umas 3 vezes. Que eu saiba - afinal eu não recebo reportes de todos os anúncios sobre o final do mundo que existem por aí, né? Eu acho....
De qualquer forma, eles são bitolados nessas histórias. O mundo vai acabar porque Nostradamus previu, porque está no apocalipse, porque está indicado pelas pesquisas dos Maias, porque um maluco calculou que era a hora, porque ele não tem mais nada de melhor para fazer no final de semana e resolveu se acabar.... seja qual for o motivo, vira e mexe alguém fala sobre isso. E alguns acreditam, outros não, em geral o mundo não acaba e a vida (bem ou mal) continua.
Nessas horas, eu me lembro lá da minha terrinha, Plutão. Vou dizer: lá o mundo não costuma acabar uma vez por semana, não. Talvez porque não tenha muita gente para querer que o mundo acabe por ali, talvez porque a gente é feliz e acha que está bem continuar, talvez... talvez porque a gente tem coisa melhor a fazer do que acabar com o mundo. Mas... bom, nunca se sabe, não é?
A verdade é que não entendo. E os próprios humanos também não entendem. Muitos já nem levam a sério esse papo de "mundo acabar". E os que levam, ficam com medo do que acontece após a morte, achando que tem um cara do mal que vai mandá-las para um lugar ruim se elas não tiverem se comportado direito enquanto estavam vivas. Agora me explica: se quando elas estavam vivas só pensavam em como seria depois que morressem, poderíamos dizer que se comportaram direito antes de morrer? Elas realmente se comportaram? Você consegue fazer algo direito quando esetá preocupado com outras coisas, como... sei lá, não sei? Boa pergunta, hein?
Bom, se o mundo acabar, espero que eu consiga encontrar a todos no outro lado. Ou melhor: não vou encontrar ninguém porque vou me aproveitar do final súbito da minha missão e tirar férias em algum lugar distante - de preferência. De qualquer forma, você não ficará sabendo disso se o mundo acabar, porque não terá a oportunidade de ler esse texto. Assim... bom, se você terminou essa leitura, sorria: o mundo não acabou. De novo.
(Agora volte a fazer as coisas que tinha que fazer e deixou de lado porque... vai que estão certos e o mundo acaba mesmo, para que se preocupar?)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Há 2 semanas, um amigo (humano) disse no Twitter: "Vai ter chuva de satélite".
A princípio, ri, como uma alien de bom senso e bom humor: só poderia estar fazendo uma piada. Nunca haveria chuva de satélites. Nunca ouvi falar de luas caindo sobre a cabeça de ninguém, e achava impossível que a Terra tivesse começado com a moda - até porque eles só têm uma lua, não podem desperdiçar a que tm dessa forma.
Mas eis que estou feliz da minha vida olhando as informações sobre o que os humanos andam aprontando quando - surpresa! - descobri que a brincadeira era séria. Um satélite artificial que havia sido desativado iria cair na superfície.
Quando vi a reportagem, fiquei pensando: novamente os humanos aprontavam das suas. Jogam de tudo no espaço e depois essas coisas voltam pra Terra. Pelo menos eles controlam a queda, não é? ou... Não. Continuando a reportagem, o que estava escrito? Que eles não tinham idéia de onde o tal satélite cairia.
Gente, como pode? Esse é o tipo de coisa que precisa ser controlada! Por favor! De preferência, garantido que não represente perigo algum! Aliás, não deveria nem ocorrer: eles deveriam dar um jeito de evitar isso!
Mas a melhor parte da reportagem foi a que eles disseram que a queda não representará perigo para as pessoas e que eles não sabem onde vai cair, embora saibam que não será na América do Norte. Peraí: eles não sabem onde vai cair e tem como ter certeza que ninguém vai se prejudicar na queda? Como?
Minha única possível resposta foi: porque não vai cair na América do Norte. Se caísse lá, problema. Não caindo, sem crises.
Na minha próxima vinda a Terra, vou escolher melhor onde vou morar....
NOTA: talvez os sistemas de comunicação tenham perdido o interesse sobre o assunto, mas até onde eu saiba, ninguém declarou onde os pedaços do satélite cairam... embora haja boatos na boca pequena que uma parte dele caiu em uma casa da Argentina.
A princípio, ri, como uma alien de bom senso e bom humor: só poderia estar fazendo uma piada. Nunca haveria chuva de satélites. Nunca ouvi falar de luas caindo sobre a cabeça de ninguém, e achava impossível que a Terra tivesse começado com a moda - até porque eles só têm uma lua, não podem desperdiçar a que tm dessa forma.
Mas eis que estou feliz da minha vida olhando as informações sobre o que os humanos andam aprontando quando - surpresa! - descobri que a brincadeira era séria. Um satélite artificial que havia sido desativado iria cair na superfície.
Quando vi a reportagem, fiquei pensando: novamente os humanos aprontavam das suas. Jogam de tudo no espaço e depois essas coisas voltam pra Terra. Pelo menos eles controlam a queda, não é? ou... Não. Continuando a reportagem, o que estava escrito? Que eles não tinham idéia de onde o tal satélite cairia.
Gente, como pode? Esse é o tipo de coisa que precisa ser controlada! Por favor! De preferência, garantido que não represente perigo algum! Aliás, não deveria nem ocorrer: eles deveriam dar um jeito de evitar isso!
Mas a melhor parte da reportagem foi a que eles disseram que a queda não representará perigo para as pessoas e que eles não sabem onde vai cair, embora saibam que não será na América do Norte. Peraí: eles não sabem onde vai cair e tem como ter certeza que ninguém vai se prejudicar na queda? Como?
Minha única possível resposta foi: porque não vai cair na América do Norte. Se caísse lá, problema. Não caindo, sem crises.
Na minha próxima vinda a Terra, vou escolher melhor onde vou morar....
NOTA: talvez os sistemas de comunicação tenham perdido o interesse sobre o assunto, mas até onde eu saiba, ninguém declarou onde os pedaços do satélite cairam... embora haja boatos na boca pequena que uma parte dele caiu em uma casa da Argentina.
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